Cadê a representação do DCE da UnB no Ministério Público Federal contra Rollemberg?

Foto: Rodrigo Rollemberg/internet/reprodução.
Quanto tempo mais o Ministério Público Federal (MPF) precisa para analisar a representação apresentada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (DCE-UnB), contra Rodrigo Rollemberg (PSB)?
À época Rollemberg era deputado federal e candidato ao Senado pelo Distrito Federal. Hoje ele é governador do DF e até agora nada do MPF.
O documento foi protocolado no MPF pelo DCE da UnB em 09/03/2010, pasmem. Ele apresenta uma série de denúncias que remontam ao governo de Cristovam Buarque (1995-1999), hoje senador. Na época, Rollemberg foi nomeado por Buarque como secretário de Turismo do DF. 
Os documentos anexados à representação indicam que, por meio de emendas parlamentares, o então deputado federal Rollemberg teria destinado a entidades e órgãos públicos mais de R$ 25 milhões dos cofres da União. 
As denúncias apontam, também, supostos projetos fantasmas e organizações não governamentais (ONGs), beneficiados por emendas parlamentares e convênios, que não teriam cumprido os fins propostos, com correspondente prejuízo ao erário.
A representação protocolada no MPF denuncia que a partir da nomeação de Rollemberg por Buarque, a empresa Link Design, supostamente de propriedade da cunhada de Rollemberg (Maylena Gonçalves), passou a ser beneficiada com licitações e contratos governamentais. A empresa teria sido montada a fim de levantar recursos para campanhas eleitorais, de acordo com a denúncia.
Conta, ainda o denunciante, que paralelamente, e supostamente por indicação de Rollemberg, sua esposa (Márcia Gonçalves Rollemberg) foi nomeada para comandar a Coordenação-Geral de Documentação e Informação da Secretaria de Administração Geral do Ministério da Saúde, gestão do então ministro Jamil Haddad (PSB). Depois, a esposa de Rollemberg teria sido empossada no cargo de chefe da Gerência de Projetos da Saúde, daquele mesmo ministério.

A partir daí, e de acordo com a representação, a empresa Link Design passou a ser contemplada com contratos do Ministério da Saúde, em projetos supostamente sob a coordenação da esposa de Rollemberg; aponta, ainda a denúncia, que Rollemberg teria destinado mais de R$ 1 milhão por meio de emenda parlamentar para o Ministério da Saúde, em projetos coordenados por sua esposa, Márcia. 
Outros contratos teriam sido assinados, de acordo com a representação, favorecendo a empresa. Assinatura de convênios com entidades culturais e Organizações Não Governamentais (ONGs) faria parte do suposto esquema de captação de recursos, conforme aponta a denúncia. Algumas dessas entidades estariam sob o comando de parentes e amigos do deputado.

Fonte: Guilherme Pontes.

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