Dr. Guilherme Pontes

Direito, política, segurança pública

19/01/2017

Celso Daniel, Eduardo Campos, Teori Zavascki... “tá” virando moda

Ministro Teori Zavascki contrariou interesses poderosos e pagou com a vida. Foto: internet/reprodução.

O ministro relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu na tarde desta 5ª feira (19/01), em decorrência da queda de um avião de pequeno porte em Paraty-RJ.

O filho do ministro do STF Teori Zavascki, Francisco Zavascki já tinha denunciado publicamente por meio das redes sociais em maio de 2016, as ameaças que seu pai e sua família estariam sofrendo.

“É óbvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil que não há, isto é, que criminosos do pior tipo (conforme MPF afirma) simplesmente resolveram se submeter à lei! Acredito que a Lei e as instituições vão vencer. Porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, vocês já sabem onde procurar...! Fica o recado!’’, escreveu Francisco em seu Facebook.

A morte ocorre próximo do levantamento do sigilo das delações premiadas da Odebrecht, bem como antes dos julgamentos dos poderosos com foro “privilegiado”.

Um novo ministro deverá ser escolhido “a dedo” pelo presidente Temer para assumir a sua vaga e, consequentemente, a relatoria da Lava Jato.

Estou convencido que a morte do ministro não foi acidental, mas intencional. O ministro Teori Zavascki para mim foi assassinado a mando dos homens mais poderosos desta república de bananas.

Agora resta saber: que providências a Polícia Federal, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal tomarão face este atentado ao próprio Estado Democrático de Direito Brasileiro?

Ou vai ficar por isso mesmo?

Fonte: Guilherme Pontes.

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