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Uma leoa sem selva e reino desesperada por holofote

Foto: blog do Guilherme Pontes/internet/reprodução.

Há poucos dias a jornalista Ana Maria Campos, da Coluna Eixo Capital do Correio Braziliense causou descontentamento aos integrantes da Polícia Militar ao criticar e afirmar que as viaturas que a corporação estava adquirindo para atender às suas necessidades administrativas e operacionais eram “inapropriadas” para o serviço.
No último domingo (15/01), mais uma vez, a jornalista dá uma tremenda “barrigada” ao entrevistar ao Ex-chefe da Casa Militar do governo petista e Coronel da reserva Rogério Leão, sobre a atual situação da segurança pública no Distrito Federal. Ganharia mais se ela fosse nos quartéis e entrevistasse os homens da linha de frente, aqueles que combatem, efetivamente, o crime e sabem da realidade das ruas. Presidentes de associações e ex-chefes só se preocupam com suas gestões. Aliás, é praxe, após vestirem o pijama, começarem a enxergar os erros que poderiam ter sido observados e evitados em suas gestões, mas a subserviência a governos e não ao Estado não os permitiam isso, por conveniência.
Para quem não se recorda, o coronel Leão foi um dos mais poderosos Chefes da Casa Militar dos últimos anos do GDF. Tinha a seu favor o Presidente da República (Dilma), o Governador de Brasília (Agnelo Queiroz), o Presidente da Câmara Legislativa (CB Patrício) e gozava de toda confiança e trânsito no Governo do Distrito Federal.
No entanto, ele foi o pior de todos os que passaram pela Casa Militar na opinião dos integrantes das corporações. Protagonizou a fatídica reunião no Clube dos Oficiais da Polícia Militar em fevereiro de 2014, onde articulado com o então comandante geral da PM à época, coronel Anderson Moura, deram uma rasteira na categoria quando a mesma rejeitou a proposta de reajuste salarial do governo em assembleia na Praça do Buriti. Pela manhã a categoria fez uma assembleia com mais de 15 mil presentes e eles fizeram uma nova assembleia no Clube à tarde, usando inclusive a máquina pública (ônibus e viaturas), armados e “anularam” a assembleia da classe. Nessa reunião eles afirmaram que Cabos e Soldados não existiam para justificar suas atitudes. (Clique Aqui)
Hoje, segundo a reportagem, Rogério Leão critica a gestão na Polícia Militar, mas se esquece de que ele poderia ter feito muito pelas corporações militares e nada fez. Ao contrário, perseguiu e prejudicou muitos policiais e bombeiros, inclusive aqueles que ficaram presos incomunicáveis na Papudinha por reivindicarem melhores condições de trabalho e salários e os tantos que responderam Conselhos de Disciplina (Praças) e Conselho de Justificação (Oficiais).
Perguntado do porquê de tanto embate entre as corporações Polícia Civil e Polícia Militar, o ex-chefe da Casa Militar disse que “as instituições deveriam ter sido olhados com melhores olhos”, mas onde estavam os olhos dele enquanto governo? Será que a luta por melhorias salariais que estão rolando aí até hoje não poderiam ter sido evitadas se ele tivesse assessorado o governador com a mesma visão que hoje têm após ir para a reserva? Além do mais, não existe embates, o que existe é uma reivindicação justa da Polícia Civil que tanto Agnelo como Rollemberg fizeram vistas grossas e um alerta das instituições militares PM e BM de que todos são órgãos de segurança pública responsáveis pela ordem pública na capital do país.
É bom que o “Rei da Selva” não se esqueça de que a tropa de hoje não é mais a mesma de 2014. A ferida ainda dói muito e não cicatrizará tão cedo. Tirou o governador dele e acabou com a era PT em Brasília. Nem mesmo a tentativa de se fortalecer politicamente assumindo uma associação na base dos “acordos” vai levá-lo a qualquer pretensão política, a julgar o grande “amor” que os policiais e bombeiros sentem por ele.
Todos trabalharão contra e mostrarão que EXISTEM SIM!
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Fonte: Guilherme Pontes.



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