Política e grilagem em Santa Maria: PSD, PRO-DF e a Associação Comercial (II)

Foto: internet/divulgação.

Como funcionava o esquema criminoso do bando da Associação Comercial?
A área pública era invadida. Documentos eram forjados e apresentados à administração regional. Após sua ocupação, eles especulavam e comercializavam de maneira totalmente irregular quase todos os lotes destinados ao comércio na cidade.
Pouquíssimos empresários conseguiram comprar seus lotes por meio da Terracap e cumprir com as regras do PRO-DF que eram extremamente exigentes.
A maioria dos empresários da cidade que de fato precisavam de um lote ou pagaram propina para conseguir “na macarutaia” ou ficavam fora do PRO-DF, assim como até hoje existem inúmeros sem lote e fora do programa do governo.

Como o bando chegou ao PSD?
O esquema de invasão e especulação imobiliária dos imóveis comerciais em Santa Maria há 17 anos contou com a participação direta de integrantes da Associação Comercial e de empresários.
O tempo passou. Os governos Arruda e Agnelo Queiroz não quiseram nem tentar regularizar a situação dos lotes comerciais invadidos, tamanha a complexidade e o desgaste político que resultaria.
Após mais de uma década eles conseguiram “arrumar” um mecanismo de regularização da situação de ilegalidade do PRO-DF por eles mesmo criada em Santa Maria. A solução? O PSD de Renato Santana, Cristiano Araújo e Rogério Rosso.

 Fim da 2ª parte. Continua.

Por Dr. Guilherme Pontes.
Advogado e Professor de Direito.

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