Dr. Guilherme Pontes

Direito, política, segurança pública

03/03/2017

Rollemberg indica para o Conselho da CAESB parente de Conselheiro do TCDF

Dr. Renato e Dra. Renata Rainha (pai e filha). Foto: internet/divulgação.

Filha do delegado de polícia civil aposentado, ex-deputado distrital campeão de votos e atual conselheiro do Tribunal de Contas do DF, Renato Rainha, a Dra. Renata Soares Rainha é médica regularmente inscrita no CRM 1001302 RJ.
Ao longo dos três últimos anos ela coordenou a emergência do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, situado na Av. Quintino Bocaiúva s/nº Charitas, Niterói – RJ, que é referência para todo o município fluminense.
Mas antes de se tornar médica, quando só possuía o ensino médio completo, ela foi indicada pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT) para ser conselheira da CAESB (DODF 141, 18/07/2012, 1ª seção, fls. 4/5).
O mandato de conselheiro, nos termos do art. 18 do Estatuto Social Consolidado da CAESB, é de três anos. De modo que em 2015 findou o mandato da conselheira Renata Rainha.
Mas ela não ficou afastada do conselho administrativo da CAESB, vez que foi reconduzida ao cargo, indicada, agora, pelo governador Rodrigo Rollemberg (DODF 160, 19/08/2015, 3ª seção, fls. 43/44), período em que seu pai , coincidentemente, era presidente do TCDF.
Dentro deste contexto, alguns fatos nos chamaram a atenção. A nomeação de conselheiro, no conselho administrativo da CAESB, sociedade de economia mista de tamanha relevância para o DF:
1. de alguém com apenas o nível médio;
2. que trabalharia e residiria em outra unidade da federação, a aproximadamente 1.200 km; e
3. que possui vínculo familiar (parente de 1º grau) com conselheiro do TCDF que tem o dever constitucional/legal de fiscalizar as contas do DF, incluindo-se, por óbvio, a CAESB;
O que não é em absoluto ilegal, nos parece imoral e conflitante. Os conselhos administrativos e fiscais da administração indireta do DF há muito se tornaram verdadeiros cabides de empregos que viabilizam muitas vezes os mais escusos interesses na política. Algo precisa ser feito urgentemente.
Não só na CAESB dos supersalários, mas em toda a estrutura do DF, corrompida pela atual gestão.
O apagão, senhores, não é só hídrico. Mas, principalmente, moral.
Fonte: Guilherme Pontes.




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