Dr. Guilherme Pontes

Direito, política, segurança pública

25/04/2017

Brasília está à beira de uma operação “tartaruga” graças à politicagem de Rollemberg (I)


As promoções do mês de abril da Polícia Militar do Distrito Federal provocaram um intenso sentimento de insatisfação na tropa. Policiais que aguardam a 2ª e a 4ª promoção estão totalmente desmotivados, pois não conseguem ter progressão na carreira. Tal situação chegou aos cabos que aguardam a 2ª promoção em 15 anos de serviço e aos 2º Sargentos que aguardam a 4ª promoção em 23 anos de serviço. Todos sabem que a progressão de carreira para um atingirá indiretamente outros.


Os praças da PMDF questionam o atual modelo e afirmam existirem dois mundos dentro da corporação, pois um oficial com apenas 8 ou 9 anos chega ao posto de Major a 4ª progressão funcional em sua carreira, enquanto um cabo tem que esperar em média 15 anos para ter a 2ª progressão funcional.


A angústia começou quando mais de 1.000 (mil) policiais militares aguardavam a redução de interstício para as promoções do último dia 22, que foi publicado na data de hoje (25/04). Após esta publicação a insatisfação e inconformismo se fez sentir nas viaturas, quartéis e residências dos militares, pois não trazia a redução do interstício.

Todos tem o conhecimento que o GDF economizou R$ 2,1 milhões do Fundo Constitucional com ida de militares para a reserva remunerada. Este valor está calculado no auxílio alimentação, auxílio fardamento e operações militares, que são retirados do contra cheque dos militares que foram para a reserva remunerada. Deste montante seria usado apenas R$ 817 mil do valor economizado pelo governo.


Grupos mais radicais já cogitam deflagrar a operação legalidade (tartaruga), enquanto outros se pronunciam colocando a culpa da não redução do interstício no Chefe da Casa Militar, Coronel Cláudio Ribas.


Comenta-se que se houver redução de interstício isto poderá afetar em um eventual pedido de aumento, pois coronel não tem mais promoção. Verdade ou mentira, culpado ou inocente, o Governador Rodrigo Rollemberg tem que por “ordem na casa”. E logo. Não queremos novamente a operação legalidade do Governo Agnelo, que bem sabemos o estrago que fez.


Por Dr. Guilherme Pontes.
Advogado e Professor de Direito.



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