Dr. Guilherme Pontes

Direito, política, segurança pública

18/05/2017

ESPECIAL: Presidente da OAB/DF é alvo de armação e achaque por opositores políticos na internet

Dr. Luiz Edson Fachin, ministro do STF.

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da Operação “Lava Jato”, deferiu representação da Procuradoria Geral da República e decretou a prisão preventiva do advogado Willer Tomaz De Souza e do procurador da República Ângelo Goulart Villela.

Dr. Willer Tomaz De Souza, advogado.


Os mandados de prisão foram expedidos pelo STF e cumpridos pela Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (18/5). Eles são acusados de receber dinheiro para repassar informações ao empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, sobre a operação “Greenfield”, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em fundos de pensão de funcionários de estatais. Ambos também são acusados de tentar interferir nas negociações delações premiadas com envolvidos no caso.

Dr. Ângelo Goulart Villela, Procurador da República.

Após o cumprimento do mandado de prisão, vários sites publicaram matérias noticiando que o presidente da seccional do Distrito Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil, Dr. Juliano Costa Couto, teria sido preso.

Dr. Juliano Costa Couto, presidente da OAB/DF.

O site "o antagonista" foi o primeiro a publicar a matéria caluniosa e difamatória, tentando envolver o presidente da OAB/DF com a delação da JBS e a investigação da PF.


Todavia, o presidente da OAB/DF não foi preso, não é alvo da operação e sequer é advogado da JBS ou do empresário delator Joesley Batista.

Vejam a nota de esclarecimento divulgada:



Na sequencia, o site da Veja publicou uma nota sobre o presidente da OAB/DF, afirmando que há “documentação que comprova sua atuação pela Eldorado Brasil Celulose, empresa controlada pelo grupo JBS”.
Mas o alegado documento “comprobatório” não é um contrato de prestação de serviços advocatícios ou um contrato de mandato.


 É uma petição subscrita pelo advogado paulista, Dr. Fernando de Moraes Pousada, declarando que “foram revogados os instrumentos de mandato que outorgaram poderes aos Drs. Willer Tomaz de Souza e Juliano Ricardo de Vasconcelos Costa Couto”.


O fato é que não há instrumento de mandato outorgando poderes ao presidente da OAB/DF nos autos. Em consulta ao sistema informatizado de controle e acompanhamento de processos da Justiça Federal, o presidente da OAB/DF não está vinculado aos autos, bem como não consta que tenha praticado qualquer ato, tal como carga dos autos, por óbvio.



Aos achaques perpetrados, o presidente da OAB/DF respondeu protocolando na tarde desta quinta-feira (18/05), petição endereçada ao Conselho Federal da OAB requerendo a instauração de procedimento para que apurem sua conduta.
Além disto, requereu a emissão de certidão que ateste a sua não atuação nos autos do aludido processo, bem como a inexistência de procuração em seu nome.



A farsa urdida e alimentada por opositores que a todo custo se esforçam por tentar macular a imagem da atual presidência da OAB/DF não vingará.

Por Dr. Guilherme Pontes.
Advogado e Professor de Direito.


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