Política e Segurança Pública na Capital Federal.

23/06/2017

Lago da morte: desgraça familiar em dose dupla destrói uma família


Uma mãe dilacerada por uma dupla tragédia. No sábado (17/6), a costureira Marlene dos Santos, 46 anos, recebeu a notícia de que o corpo de sua filha, a musicista Jéssica Tavares dos Santos da Cruz, 22, tinha sido encontrado no Lago Paranoá. Três dias depois, nesta terça (20), foi a vez do filho, Genival Tavares da Cruz, 25, morrer da mesma maneira e no mesmo local.



“Está sendo muito difícil, porque quando lembro da dor de um, logo percebo que também perdi o outro”, diz Marlene, aos prantos. Mal enterrou o corpo da filha, na Bahia, a costureira agora vela o do filho. Depois que a irmã morreu, Genival ficou recluso, triste e nem conseguia se levantar da cama.

Jéssica

Nesta terça (20), Genival saiu de casa e mandou uma mensagem de voz pelo WhatsApp para a família, por volta das 21h30, minutos antes de ser encontrado morto. “Ele foi breve. Dizia apenas que amava muito a minha tia [mãe deles] e todo o restante da família, mas que não conseguiria mais viver sem a irmã”, disse a prima, a publicitária Silvia dos Santos, 22.

Genival
Ainda segundo Silvia, o primo informou que estava no mesmo local onde Jéssica havia sido encontrada e se despediu. Depois disso, não visualizou mais as mensagens em seu celular. “Imediatamente nós acionamos os Bombeiros e fomos até a orla da Ponte JK. Quando chegamos, já era tarde demais”, detalhou. Os militares tentaram reanimar Genival por cerca de uma hora, mas ele não resistiu. “A família está desconsolada. É inacreditável tudo o que estamos passando. Um momento repleto de dor”, acrescentou a prima.


Fonte: Metrópoles.




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