Política e Segurança Pública na Capital Federal.

01/06/2017

Revolta e comoção marcam o adeus a Rosy, morta afogada no Lago Paranoá

A família autorizou a reprodução desta imagem de seu velório.

O pai da Rosy, que morreu afogada no Lago Paranoá na madrugada da última 2ª feira (29/05), proferiu algumas breves e marcantes palavras durante o seu velório.
Chamou a atenção dos presentes a ênfase do pai em não desejar a presença de nenhum “amigo” de sua filha no local durante a cerimônia, vez que os seus “amigos” só lhe incentivaram a fazer coisas erradas ao longo de toda a sua vida.
Os “amigos”, segundo o pai sofrido, ligavam para sua filha todos os finais de semana para sair, beber e se drogar. Porém às segundas-feiras, não havia mais nenhum “amigo” presente para sequer questionar se sua filha tinha ao menos o café da manhã para tomar.
Em meio a tantos “amigos”, “frevos e baladas” ao longo de sua curta vida, ao final, só quem verdadeiramente amava sua filha estava presente: a família.
O pai concluiu fazendo um apelo: que todos honrem seus pais e mães, porque o fim é simplesmente esse.
Sei que muitos davam bons conselhos para a Rosy. Sei também que cada um vive como acha melhor, mas sua morte prematura nos abalou muito. Sua irmã só questiona: meu Deus, não é possível, será que ninguém a viu entrando no Lago?”. Se viram acharam graça, sentenciou o pai.
Foram poucos que os que prestaram a última homenagem a alguém que costumava estar rodeada por muitas pessoas mas, ainda assim, vivia e terminou só. Rosy tinha 26 anos e deixou 5 filhos.

Que os familiares encontrem forças nesta hora difícil, no infinito amor e misericórdia de Deus.

Por Dr. Guilherme Pontes.
Advogado e Professor de Direito.



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